Se a negociação em andamento for concluída, a empresa francesa passará para mãos portuguesas.
Panzani negocia venda para a Cerealis
Uma possível mudança de controle chama a atenção na indústria de alimentos: a Panzani, gigante francesa das massas, pode passar em breve para mãos portuguesas. O fundo CVC Capital Partners, atual dono da marca, iniciou negociações exclusivas para vendê-la à Cerealis, representada pelo fundo belga Sofina e pelas famílias portuguesas Moreira da Silva e Silva Domingues.
Segundo a revista Capital, os 900 empregos e as instalações da Panzani na França seriam mantidos. As partes envolvidas pretendem criar uma gigante europeia no setor de massas secas, que também comercializa molhos e outros produtos. As duas empresas preservariam certa autonomia, assim como suas sedes na França e em Portugal.
Histórico de proprietários da Panzani
Essa não seria a primeira mudança de acionista da Panzani nos últimos anos. Em meados dos anos 2000, a empresa francesa pertencia ao grupo espanhol Ebro Foods, antes de ser comprada pelo fundo de investimento britânico CVC Capital Partners por 550 milhões de euros.
Poucas mudanças previstas para os clientes
Se a operação for concluída, o novo grupo franco-português teria valor estimado em cerca de 1,8 bilhão de euros, faturamento de 1 bilhão de euros e 1.800 funcionários. Com isso, poderia competir com o grupo italiano Barilla, que fatura 4,837 bilhões de euros, embora este também venda biscoitos e produtos de panificação. Em comunicado divulgado sobre a operação, as duas empresas apresentaram um projeto de crescimento:
“A complementaridade de seus portfólios de produtos permitiria ampliar a oferta para além das categorias atuais, enquanto suas presenças geográficas possibilitariam desenvolver marcas reconhecidas em novos mercados europeus.”
Procurada pelo jornal Les Échos, a Panzani esclareceu que as duas marcas continuariam a existir para que as empresas sigam “aproveitando a força de marcas muito conhecidas”. Assim, os consumidores não devem perceber grandes mudanças nas compras de supermercado. Por outro lado, o movimento confirma a tendência de consolidação em curso no setor de alimentos na Europa, conclui o jornal econômico.






Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário