Reconhecidos como uma excelente fonte de proteínas e nutrientes essenciais, os ovos podem oferecer mais um possível benefício à saúde. Uma pesquisa publicada em junho de 2026 por cientistas da Universidade Loma Linda, na Califórnia, aponta que o consumo regular do alimento pode estar associado a uma redução de até 27% no risco de desenvolver a doença de Alzheimer em adultos com 65 anos ou mais.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores alertam que os ovos, sozinhos, não devem ser considerados uma forma de prevenir a doença. O possível efeito parece estar ligado a um conjunto de hábitos alimentares saudáveis que favorecem o envelhecimento cerebral.
Estudo acompanhou quase 40 mil idosos
Para examinar a relação entre alimentação e saúde do cérebro, os cientistas acompanharam 39.498 adultos por mais de 15 anos. Nesse período, avaliaram a frequência com que os participantes consumiam ovos e a ocorrência de novos casos de doença de Alzheimer.
A análise encontrou menor incidência da doença entre as pessoas que comiam ovos moderadamente. Os melhores resultados foram observados no grupo que consumia, em média, cinco ovos por semana.
O estudo incluiu ovos preparados de todas as formas, como cozidos, mexidos e fritos, além daqueles usados em bolos, pães e outras receitas.
O que os ovos oferecem ao cérebro?
Segundo os pesquisadores, uma parte desse possível benefício pode estar associada aos nutrientes presentes sobretudo na gema.
Um deles é a colina, usada pelo organismo na produção de acetilcolina. Esse neurotransmissor é essencial para funções como memória, aprendizado e comunicação entre os neurônios.
Além de colina, os ovos fornecem:
- luteína;
- zeaxantina;
- vitamina B12;
- selênio;
- iodo;
- proteínas de alto valor biológico.
Conhecidas por seus benefícios à visão, a luteína e a zeaxantina também têm ação antioxidante. Elas ajudam a proteger as células do estresse oxidativo, processo associado ao envelhecimento do cérebro.
Os ovos previnem o Alzheimer?
Embora tenham identificado uma associação, os cientistas esclarecem que o estudo não demonstra uma relação de causa e efeito.
Assim, comer ovos não garante proteção contra a doença de Alzheimer. O desenvolvimento da demência envolve vários fatores, entre eles genética, idade, atividade física, qualidade da alimentação, controle de doenças crônicas e estilo de vida.
Os achados apenas indicam que a presença de ovos em uma dieta equilibrada pode contribuir para melhorar a saúde cerebral.
Benefícios dos ovos vão além da memória
Ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar o efeito dos ovos sobre o Alzheimer, mas o alimento já é reconhecido por seu alto valor nutritivo.
Ele fornece proteínas de excelente qualidade e nutrientes importantes para diversas funções do organismo, incluindo:
- manutenção da massa muscular;
- fortalecimento do sistema imunológico;
- produção de energia;
- funcionamento adequado do metabolismo;
- maior sensação de saciedade.
Trocar parte da carne vermelha por ovos também pode ajudar a equilibrar a alimentação e favorecer a saúde cardiovascular.
Alimentação saudável continua sendo a melhor estratégia
Especialistas destacam que nenhum alimento, isoladamente, consegue impedir o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
A prevenção passa por vários hábitos: manter uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, peixes, oleaginosas e proteínas de qualidade; praticar atividade física com regularidade; controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol; dormir bem; e manter o cérebro ativo.
Nesse contexto, os ovos são uma opção acessível, versátil e nutritiva para complementar uma dieta voltada ao envelhecimento mais saudável e à preservação das funções cognitivas ao longo dos anos.






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