Os presos do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz produziram um vinho rosé.
Produção do vinho rosé em Pinheiro da Cruz
As garrafas fazem parte da série Ímpar, do grupo Sogrape, que acompanhou a colheita das uvas e todas as etapas de produção nos terrenos e nas instalações da prisão.
Ao todo, foram produzidas duas mil garrafas, vendidas por 55 euros cada uma. Os presos envolvidos receberam uma remuneração diária entre 2,80 euros e 5 euros.
A iniciativa que integra os presos teve início no ano passado, nos vinhedos do estabelecimento prisional. Para a Sogrape, uma das maiores empresas de vinho de Portugal, o projeto abriu caminho para a criação de duas mil garrafas de rosé.
Trabalho e reinserção dos presos
Todas as garrafas já foram vendidas. Segundo o estabelecimento prisional, a remuneração dos presos é maior quando o trabalho exige mais esforço.
Com as penas perto do fim, os participantes enxergam o futuro com mais segurança e aproveitam o projeto como uma oportunidade de reinserção.
Tradição e esperança
O Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz fica na Península de Setúbal e tem uma área rural de 1600 hectares (Pinheiro da Cruz, Carvalhal, Grândola. Tel.: 265490620). Seu projeto vitivinícola reúne conhecimento enológico e inclusão social. Cada garrafa representa a dedicação e o recomeço de pessoas que encontram um novo caminho por meio do cultivo da vinha.
O vinho nasce do sentimento empregado em sua produção e é enriquecido pela esperança. Ele resulta de um trabalho que respeita as tradições há décadas, do solo arenoso, de um microclima singular e de uma boa combinação de variedades de uva.
Desses solos saem vinhos brancos e tintos há décadas e, agora, também rosés. O vinhedo passou por um período de baixa produção, com condições de cultivo bastante fragilizadas. Em 2022, porém, uma revitalização melhorou essas condições e duplicou a produção em quantidade e qualidade.
Veja a reportagem da SIC, que visitou o Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz.
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