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Matcha contaminado por alumínio: estudo de Que Choisir traz alerta

Mão mexendo chá verde com batedor de bambu, ao lado de frasco aberto com cápsulas e papel informativo sobre cafeína.
Neste artigo
  1. Matcha contaminado por alumínio: sinal de alerta?
  2. O que a análise dos produtos de matcha revelou
  3. Por que o alumínio está presente no matcha

Se o matcha é seu chá preferido, talvez seja hora de rever seus hábitos.

Ele se tornou a bebida de destaque em todas as cafeterias. Estamos falando, claro, do matcha, cuja popularidade disparou nos últimos anos. E há motivos para isso: além da aparência inegavelmente atraente, a bebida é conhecida por seus inúmeros benefícios à saúde. Por que abrir mão dela?

Preparar um matcha pela manhã ou comprar um matcha latte para ajudar na digestão após um bom almoço ou na hora do lanche virou parte da rotina de muitas pessoas na França. Mas um estudo da Que Choisir acende um sinal de alerta. Apesar das propriedades antioxidantes e dos efeitos preventivos sobre os riscos cardiovasculares e as doenças neurodegenerativas, o matcha estaria cheio de alumínio. E isso não é nada bom para a saúde.

Matcha contaminado por alumínio: sinal de alerta?

Entre o verão de 2023 e o verão de 2024, as vendas de matcha no comércio se multiplicaram por 5. Segundo a The Economist, o mercado da bebida deve crescer 53% até 2029. Em poucos anos, ela conquistou o coração dos consumidores “burgueses descolados” e dos adeptos do bem-estar.

Por isso, o novo estudo da Que Choisir caiu como uma bomba: o matcha está contaminado por alumínio, metal que é neurotóxico em doses crônicas. A notícia é de deixar qualquer um preocupado.

O que a análise dos produtos de matcha revelou

A associação de consumidores analisou 7 produtos de matcha, com preços e qualidades variados, e o resultado foi categórico: todos contêm alumínio. Pior ainda, mais da metade ultrapassa com folga o valor de referência estabelecido pela Anses, agência nacional francesa de segurança sanitária.

Durante anos, o valor toxicológico de referência foi de 143 microgramas de alumínio por quilograma de peso corporal por dia. Em 2025, porém, a Anses alterou esse limite para 40 microgramas por quilograma por dia.

Consumir matcha regularmente, portanto, pode ser arriscado. A preocupação é ainda maior porque, segundo o estudo de alimentação total da Anses, 39% dos adultos já ultrapassam o valor de referência fixado pela agência.

Por que o alumínio está presente no matcha

As folhas de chá-verde são contaminadas pelo alumínio porque o metal está naturalmente presente nas rochas terrestres, especialmente em solos vulcânicos, onde se concentra o cultivo da planta do chá na Ásia.

Quem costuma tomar chá-verde, porém, não precisa se preocupar: suas folhas são apenas usadas em infusão, e o metal não se dissolve na água quente. Já o matcha é feito de folhas de tencha moídas até virarem um pó, que depois é misturado com água quente e/ou leite. Na prática, ao beber matcha, você ingere todo o alumínio presente nas folhas de chá.

O estudo da Que Choisir recomenda, assim, reduzir o consumo de matcha e ressalta que os produtos analisados apresentam níveis diferentes de contaminação: os mais baratos são, evidentemente, os piores. Isso é ainda mais importante porque a União Europeia não estabeleceu um limite máximo regulamentar de alumínio em bebidas e alimentos.

Cabe lembrar, contudo, que a EFSA afirma que a absorção digestiva do alumínio é bastante baixa: menos de 1% do alumínio ingerido por via oral seria absorvido pelo organismo. Portanto, o alerta deve ser visto com alguma cautela, embora seja importante não tratar como algo banal a presença do metal no matcha.

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Mariana Ferreira Alves

Nutricionista e consultora gastronômica especializada em alimentação prática, lanches equilibrados e empreendedorismo no setor de food service. No lilianlanches.com, compartilha conteúdos sobre receitas, tendências de lanches, qualidade dos ingredientes e estratégias para tornar cada refeição mais saborosa e acessível.

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